Um sábado à tarde, Johnny Mão de Alface foi ao supermercado decidido a pagar toda a compra com criptomoedas. Afinal, pensava ele, “se já dá pra comprar passagem de foguete com Bitcoin, por que não feijão e arroz?”.
Na entrada, pegou o carrinho e já foi sonhando:
— Hoje eu vou ser o primeiro cliente a comprar linguiça toscana em Ethereum.
Chegou no caixa, carrinho lotado, e falou com a maior confiança:
— Aceitam Bitcoin?
A moça do caixa respondeu rindo:
— Só se for em bitcoin de chocolate, que está na promoção da Páscoa.
Johnny não desistiu. Tentou de novo:
— E Ethereum? Tenho até umas stablecoins, bem estáveis…
O segurança que estava por perto, sem entender nada, cochichou:
— Moça, esse aí quer pagar com cupom de vale-transporte?
Johnny, já suando frio, resolveu apelar:
— Escuta, se eu te mostrar a carteira digital, você me dá desconto?
A moça riu e disse:
— Só se essa carteira digital também tiver vale-compras do supermercado.
No final, Johnny teve que puxar o cartão de débito, o verdadeiro “token da sobrevivência”. Mas ainda saiu do mercado dizendo em voz alta, teatral:
— Podem rir agora, mas em breve vocês vão me implorar para pagar o feijão com Dogecoin!
Um senhor atrás na fila respondeu:
— Tá bom, garoto… só não deixa o Doge cozinhar no feijão!
Johnny foi embora com a sacola de compras e a sensação de que, por enquanto, seu “blockchain” era mesmo o da fila do caixa.
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