Johnny Mão de Alface ouviu falar que tinham instalado o primeiro caixa eletrônico de Bitcoin na sua cidade. Ele, claro, não perdeu tempo: vestiu a camiseta com o logo do Dogecoin, pegou sua carteira digital no celular e saiu todo animado para fazer história.
Chegando lá, Johnny ficou maravilhado com a máquina: uma tela futurista, luzes piscando e até um adesivo com a frase “O futuro está aqui”. Sem pensar duas vezes, ele começou o processo.
Na tela, apareceu:
“Insira o valor em dinheiro para comprar Bitcoin.”
Johnny colocou uma nota de R$ 50 e aguardou. O caixa demorou um pouco, fez um barulho esquisito, e então exibiu:
“Transação concluída! 0,0000… alguma coisa BTC enviados para sua carteira.”
Ele ficou olhando para os zeros e pensou:
— Uau, já estou praticamente milionário digital!
Mas o problema foi na hora de mostrar sua conquista. Ele tirou um print da carteira e postou nos grupos:
“Primeiro saque cripto na história de Mão de Alface!”
Nos comentários, choveram piadas:
— Johnny, com isso aí você compra só uma bala.
— Parabéns, agora você é dono oficial de meio chiclete em Bitcoin.
— Guarda bem, porque daqui a 100 anos isso pode virar uma coxinha inteira.
Determinado a se redimir, Johnny tentou a função inversa: vender um pouco de cripto para sacar em reais. Digitou o valor, confirmou e esperou ansiosamente o caixa cuspir o dinheiro. Só que, em vez de notas, a máquina deu um erro e soltou um recibo com a mensagem:
“Procure a loja de conveniência ao lado para retirar o valor.”
Ele entrou na lojinha ao lado e perguntou ao atendente:
— Moço, vim sacar aqui meu Bitcoin…
O atendente, sem paciência, respondeu:
— Bitcoin? Só aceitamos Pix e fiado. Próximo!
Johnny saiu de lá derrotado, com apenas o recibo na mão e nenhuma nota no bolso.
No grupo, ele resumiu a experiência:
“Primeira vez no caixa eletrônico cripto: investi R$ 50, ganhei 0,0000 BTC e um papelzinho inútil. Mas valeu pela foto.”
A postagem, claro, virou meme instantâneo. Alguém até criou o sticker: “Johnny e o recibo de papel valendo mais que Bitcoin.”
E Johnny, rindo como sempre, concluiu:
— O caixa eletrônico não me deixou rico, mas me deu mais uma história para a coleção. E isso já é patrimônio imensurável!
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