segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Johnny e o Supermercado Cripto

 


Um sábado à tarde, Johnny Mão de Alface foi ao supermercado decidido a pagar toda a compra com criptomoedas. Afinal, pensava ele, “se já dá pra comprar passagem de foguete com Bitcoin, por que não feijão e arroz?”.

Na entrada, pegou o carrinho e já foi sonhando:
— Hoje eu vou ser o primeiro cliente a comprar linguiça toscana em Ethereum.

Chegou no caixa, carrinho lotado, e falou com a maior confiança:
— Aceitam Bitcoin?
A moça do caixa respondeu rindo:
— Só se for em bitcoin de chocolate, que está na promoção da Páscoa.

Johnny não desistiu. Tentou de novo:
— E Ethereum? Tenho até umas stablecoins, bem estáveis…
O segurança que estava por perto, sem entender nada, cochichou:
— Moça, esse aí quer pagar com cupom de vale-transporte?

Johnny, já suando frio, resolveu apelar:
— Escuta, se eu te mostrar a carteira digital, você me dá desconto?
A moça riu e disse:
— Só se essa carteira digital também tiver vale-compras do supermercado.

No final, Johnny teve que puxar o cartão de débito, o verdadeiro “token da sobrevivência”. Mas ainda saiu do mercado dizendo em voz alta, teatral:
— Podem rir agora, mas em breve vocês vão me implorar para pagar o feijão com Dogecoin!

Um senhor atrás na fila respondeu:
— Tá bom, garoto… só não deixa o Doge cozinhar no feijão!

Johnny foi embora com a sacola de compras e a sensação de que, por enquanto, seu “blockchain” era mesmo o da fila do caixa.


sábado, 20 de setembro de 2025

Johnny e a Feira Livre Cripto

 


Um domingo de manhã, Johnny Mão de Alface decidiu inovar: levar suas criptomoedas para a feira livre do bairro. Ele queria provar para todos que o futuro dos pagamentos estava nas blockchains.

Chegou animado, celular na mão, e foi logo na barraca de pastel:
— Moça, aceita Bitcoin?
A atendente, fritando os pastéis, respondeu sem levantar a cabeça:
— Aceito, sim. Mas só se for no dinheiro vivo, apelido do meu marido.

Johnny riu sem graça, mas insistiu. Explicou todo o processo, mostrou o QR Code da carteira… até que o feirante resumiu:
— Amigo, se não tiver nota de 10, o pastel é só no próximo halving.

Na barraca de frutas, tentou de novo:
— Quero meio quilo de banana, pago em Ethereum.
O feirante, já meio impaciente:
— Ethereum? Aqui só aceitamos “eterno fiado” pros clientes de confiança.

Johnny, determinado, não desistiu. Quando chegou no tio da tapioca, foi mais ousado:
— Fechamos na stablecoin?
O tio, sem entender nada, respondeu:
— Stable o quê? Aqui é tapioca de coco ou queijo, escolha logo.

No fim, cansado, Johnny teve que recorrer à sua carteira mais estável: o bolso com uns trocados. Comprou um pastel, uma garapa e umas bananas.

Antes de ir embora, ainda tentou deixar um recado filosófico na feira:
— Gente, um dia vocês vão lembrar de mim, o visionário que tentou pagar o pastel com Bitcoin!
Um feirante gritou de longe:
— Só volto a acreditar nisso quando o garapa custar 0,00001 satoshi!

E Johnny, comendo seu pastel gorduroso e rindo sozinho, concluiu:
— A feira livre pode até não aceitar cripto… mas pelo menos me dá lucro na alegria.


sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Johnny e o Caixa Eletrônico Cripto

 


Johnny Mão de Alface ouviu falar que tinham instalado o primeiro caixa eletrônico de Bitcoin na sua cidade. Ele, claro, não perdeu tempo: vestiu a camiseta com o logo do Dogecoin, pegou sua carteira digital no celular e saiu todo animado para fazer história.

Chegando lá, Johnny ficou maravilhado com a máquina: uma tela futurista, luzes piscando e até um adesivo com a frase “O futuro está aqui”. Sem pensar duas vezes, ele começou o processo.

Na tela, apareceu:
“Insira o valor em dinheiro para comprar Bitcoin.”

Johnny colocou uma nota de R$ 50 e aguardou. O caixa demorou um pouco, fez um barulho esquisito, e então exibiu:
“Transação concluída! 0,0000… alguma coisa BTC enviados para sua carteira.”

Ele ficou olhando para os zeros e pensou:
— Uau, já estou praticamente milionário digital!

Mas o problema foi na hora de mostrar sua conquista. Ele tirou um print da carteira e postou nos grupos:
“Primeiro saque cripto na história de Mão de Alface!”

Nos comentários, choveram piadas:
— Johnny, com isso aí você compra só uma bala.
— Parabéns, agora você é dono oficial de meio chiclete em Bitcoin.
— Guarda bem, porque daqui a 100 anos isso pode virar uma coxinha inteira.

Determinado a se redimir, Johnny tentou a função inversa: vender um pouco de cripto para sacar em reais. Digitou o valor, confirmou e esperou ansiosamente o caixa cuspir o dinheiro. Só que, em vez de notas, a máquina deu um erro e soltou um recibo com a mensagem:
“Procure a loja de conveniência ao lado para retirar o valor.”

Ele entrou na lojinha ao lado e perguntou ao atendente:
— Moço, vim sacar aqui meu Bitcoin…
O atendente, sem paciência, respondeu:
— Bitcoin? Só aceitamos Pix e fiado. Próximo!

Johnny saiu de lá derrotado, com apenas o recibo na mão e nenhuma nota no bolso.

No grupo, ele resumiu a experiência:
“Primeira vez no caixa eletrônico cripto: investi R$ 50, ganhei 0,0000 BTC e um papelzinho inútil. Mas valeu pela foto.”

A postagem, claro, virou meme instantâneo. Alguém até criou o sticker: “Johnny e o recibo de papel valendo mais que Bitcoin.”

E Johnny, rindo como sempre, concluiu:
— O caixa eletrônico não me deixou rico, mas me deu mais uma história para a coleção. E isso já é patrimônio imensurável!


quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Johnny e a Geladeira Mineradora

 


Johnny Mão de Alface sempre acreditou que podia transformar qualquer coisa em um projeto cripto. Depois de ver um vídeo no YouTube sobre um cara que minerava Bitcoin usando o ar-condicionado, ele teve uma ideia brilhante (ou nem tanto): transformar sua geladeira velha em uma mineradora de criptomoedas caseira.

Armado com um tutorial duvidoso encontrado em um fórum russo e muita fita isolante, Johnny passou um fim de semana inteiro tentando adaptar a pobre geladeira para rodar mineração. Conectou cabos USB nas portas que nem existiam, colou ventoinhas extras com supercola e até instalou um adesivo escrito “Mining Rig 3000 Deluxe” para dar um ar profissional.

Quando ligou o “sistema”, a geladeira começou a fazer barulhos estranhos. Primeiro, parecia uma turbina de avião; depois, um ronco de motocicleta velha. Johnny ficou animado:
— É isso! Já deve estar minerando Ethereum!

Só que, em vez de moedas digitais, a geladeira começou a produzir um cheiro terrível. O motor queimou, e todo o congelador descongelou de uma vez. O resultado? Uma poça de água no chão da cozinha e 15 coxinhas congeladas boiando em formato de iceberg.

Mas o pior ainda estava por vir. O contador de energia girava tão rápido que parecia uma roleta de cassino. A conta do mês chegou como um rug pull: quase três vezes o valor da conta anterior.

Johnny, como sempre, levou a desgraça com humor. Postou no grupo de criptomoedas no Facebook:
“Pessoal, minha geladeira não minerou Bitcoin, mas minerou prejuízo. Alguém aceita coxinha descongelada como NFT?”

O post viralizou, e Johnny ganhou dezenas de memes, como:
– Uma geladeira com asas e a legenda “To The Moon (Freezer Edition)”
– E uma imagem dele segurando uma tomada que dizia: “Proof of Stupidity.”

No fim, Johnny concluiu:
— Talvez eu não fique rico minerando criptomoedas… mas com certeza já sou milionário em histórias engraçadas.

Fique ligado para o próximo capítulo das trapalhadas de Johnny Mão de Alface, onde nem os eletrodomésticos escapam da febre cripto!